De Santo Antônio a São Bento

O roteiro começa no Largo da Carioca, centro popular da cidade desde o Brasil Colônia. Visitaremos a Igreja do Convento de Santo Antônio, de onde teremos uma bela vista para o Centro Histórico. Seguiremos em direção à Praça XV, passando pelo último oratório público ainda existente no Rio de Janeiro e pela antiga catedral da cidade, onde imperadores foram coroados e que guarda os restos mortais de Pedro Alvares Cabral. Visitaremos a Candelária, que de pequena ermida tornou-se a mais grandiosa igreja da cidade. De lá seguiremos até o Mosteiro de São Bento, conhecendo internamente essa joia do barroco brasileiro.

 

DO ONTEM AO AMANHÃ

Da Praça XV à nova Praça Mauá testemunhe 500 anos de transformações na cidade do Rio de Janeiro. O ponto de partida desse passeio é a Praça XV de novembro, mas que nos primórdios da cidade era a principal porta de entrada de viajantes e mercadorias que chegavam e faziam parte do desenvolvimento do Rio. Caminhando por prédios com o Paço Imperial, passando pelo Arco do Teles, Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – e Casa França Brasil, vamos ao encontro do futuro. A Orla Conde nos leva por um caminho contemporâneo totalmente revitalizado até a Praça Mauá, onde encerramos nosso passeio no belíssimo conjunto do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio – MAR. E por falar em Mauá… O velho Barão assiste a tudo do alto do seu pedestal talvez lembrando o seu pioneirismo empreendedor ao trazer as ferrovias para o Brasil no século XIX ou achando genial o VLT, esse novo transporte que passa bem ao seu lado sem ruídos e sem fumaça.

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CENTRO HISTÓRICO

Incluindo os principais pontos de interesse histórico no Centro do Rio de Janeiro, nosso roteiro vai lhe mostrar o principal palco da história do Brasil, na única cidade que foi capital da colônia, do império e da república. Visitaremos a Praça XV, local de desembarque da família real portuguesa em 1808 e centro nervoso do país por pelo quase dois séculos, e ainda hoje importante local de agitação política e popular. Veremos a Cinelândia e entenderemos as transformações que visavam transformar o Rio de Janeiro na Paris dos Trópicos; e o Largo da Carioca, centro popular e patrimônio da cidade, com suas igrejas e o Mosteiro de Santo Antônio.

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MORRO DA CONCEIÇÃO E PEQUENA ÁFRICA

De importância histórica já que essa região foi uma das primeiras ocupadas no Rio de Janeiro, esse cantinho guarda ainda um clima de cidade do interior com suas casas pequenas, janelas e portas abertas, crianças brincando na rua e tradições mantidas em meio aos arranha-céus do centro financeiro da cidade. É uma espécie de viagem a um universo contrastante com os arredores que guarda relíquias históricas e muita cultura, principalmente relacionada a cultura negra.
O ponto de partida é a nova Praça Mauá, símbolo da revitalização da zona portuária do Rio.
O Morro da Conceição apresenta ainda um clima de cidade do interior, com ruas calmas e janelas e portas abertas. Não é incomum ver crianças brincando pelas ladeiras e vizinhos conversando na janela ou na porta de casa. Muitas aliás que tem importância história e ainda apresentam em sua fachada a data de quando foram construídas. Ali também funcionam muitos ateliês de artistas, identificados em sua entrada com uma bola vermelha, e bares e restaurantes bem interessantes: destaque para o Imaculada, charmoso restaurante logo na entrada, e o Armazém da Rua do Jogo da Bola, tradicional boteco local – onde é proibido tirar foto.
O nome do local é porque quando da construção do Mosteiro de São Bento a igreja de Nossa Senhora da Conceição foi transferida para o alto desse morro. A Igreja ainda existe e fica dentro do complexo da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição, construída em 1713 para se tornar um dos pontos estratégicos para defesa da cidade do Rio de Janeiro após a invasão francesa dois anos antes, e que abriga hoje o Serviço Geográfico do Exército – onde estão importantes documentos históricos.
Ao lado está o Observatório do Valongo, sede do curso de graduação de Astronomia da UFRJ. Também o Jardim Suspenso do Valongo, construído em 1906, como parte do muro de contenção e concebido para ser um jardim romântico destinado a passeios..
Não vai ficar de fora a Pedra do Sal, que recebe esse nome pois é a rocha onde se descarregava o sal que chegava do cais do porto. Com forte influência cultural dessa época, somada a cultura de estivadores que ali se reuniam após o expediente para rodas de samba, o local é considerado o berço do samba carioca – a Pedra do Sal deu origem aos primeiros ranchos carnavalescos, afoxés e pontos ritualísticos na metade do século XIX. Até hoje o local reúne, principalmente nas segundas e sextas, frequentadores que fazem as tradicionais rodas de samba, tornando o local destino de muitos turistas e moradores que procuram diversão com o samba de raiz. Nos arredores barracas e bares mantém a tradição de reunião de amigos com alguma influência da culinária da época dos escravos, como o famoso Angu do Gomes que tem como prato principal o angu, um dos pratos que era a alimentação base da população mais pobre e dos africanos escravizados no período colonial e imperial.

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PETRÓPOLIS IMPERIAL

Ao passear pelo Centro Histórico de Petrópolis nos transportamos para o século XIX, época em que o Imperador Dom Pedro II passava suas longas temporadas de verão de aproximadamente seis meses na Serra.
A cidade nos convida a seguir os passos do Imperador visitando os seguintes atrativos históricos:
A Catedral São Pedro de Alcântara, construção em estilo neogótico francês. Abriga a Capela Imperial e restos mortais de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, Conde d`Eu e Princesa Isabel.
Um ótimo lugar para visitar e aprender sobre a identidade petropolitana é a Av. Koeler, lugar que se pode apreciar os palacetes em estilo eclético do século XIX.
O Palácio de Cristal, construído na França em estrutura pré-moldada de ferro fundido e inaugurado em 1884 para abrigar exposições de produtos agrícolas.
O Museu Imperial, palácio construído em estilo neoclássico para ser residência de verão de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina.
Ainda no Centro Histórico, o Museu Casa de Santos Dumont, pitoresca residência de verão do pai da aviação e o Relógio de Flores, construído em 1972 em comemoração aos 150 anos da independência do Brasil.
O Trono de Fátima, santuário em homenagem à N. Sra. de Fátima, possui capela e sala de ex-votos.
E o Palácio Quitandinha, construído para ser o maior cassino hotel da América do Sul. Seus salões em estilo hollywoodiano da década de 40 estão abertos a visitação.

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SANTA TERESA

Localizada entre o centro da cidade e a zona sul, o bairro de Santa Teresa é uma região histórica do Rio de Janeiro, com construções da época do império inspiradas na arquitetura francesa e possui uma rica e diversificada identidade cultural. Recebe esse nome pela presença do Convento de Santa Teresa construído em 1750, uma das principais referências visuais na época do império, sendo avistado de inúmeros pontos da cidade. Foi ocupada pela classe alta que passou a frequentar a região como alternativa ao centro populoso que começou a adensar e, em 1850, recebeu inúmeros habitantes que fugiam do surto de febre amarela, pois sua localização no alto de uma serra era privilegiada, afastando a possibilidade de contato com as áreas de contágio. A grande atração eram os bondes que, no início, eram tracionados por mulas e realizavam a subida pelas ruas Almirante Alexandrino e Joaquim Murtinho para, mais tarde, com o avanço da luz elétrica em 1896, os bondes ganharem motores e ampliarem seu percurso, cruzando o bairro até o antigo Aqueduto da Carioca.

Considerada o Montmartre Carioca por abrigar artistas e intelectuais das mais diversas origens, Santa Teresa é um bairro repleto de ateliers, museus, estúdios e pontos de encontro da boemia carioca. É um bairro formador de opinião, com participação ativa nas questões políticas e culturais da cidade, e possui uma das mais antigas associações de moradores do Rio de Janeiro, a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa. No entorno do Largo do Guimarães existe um polo gastronômico com inúmeros estabelecimentos tradicionais, além de um comércio local que atende as necessidades dos moradores da região.

Santa Teresa é um ponto turístico amplamente visitado hoje em dia, atraindo visitantes de todos os lugares do mundo. Após sua revitalização, vários destes visitantes fixaram suas residências na região, ampliando ainda mais o intercâmbio cultural – especialmente imigrantes europeus, que se identificam com a arquitetura e estilo de vida. Locais como o mirante da Chácara do Céu e seu museu, mirante do Parque das Ruínas, Escadaria do Convento de Santa Teresa, Museu do Bonde, entre outras atrações fazem de Santa Teresa um destino obrigatório pra quem realmente curte cultura e história.

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